O momento do qual eu precisava
[Se não quer estragar seu dia, não leia. Apenas preciso escrever isso.]
Humanidade, agora eu realmente torço para que você seja extinta. Se Deus realmente a criou, ele definitivamente não é perfeito, pois cometeu um grande erro.
A citação acima é o que está escrito em meu status do Facebook. Não sei ao certo por que motivo, por que só hoje, mas comecei a fazer um tipo de limpeza mental… Eu simplesmente estou vivendo uma vida falsa. Um personagem, criado por mim mesmo, que acabou se tornando tão convicto a ponto de me fazer acreditar que realmente sou assim. Talvez seja, já não sei ao certo; o que sei é que estou um tanto quanto perdido.
Não consigo mais acreditar em socialismo, comunismo…, pois não acredito que as pessoas possam ser inteligentes para tanto. Realmente não consigo acreditar. Meus reais amigos (e Jean-Jacques Rousseau) me perdoem e me entendam, mas passei a crer veementemente que a humanidade é essencialmente ruim. Vejo falsidade em todos os cantos e isso me enoja. Vejo ignorância, e uma preguiça que impede as pessoas de se permitirem buscar mais esclarecimento sobre as coisas, o que as leva a ter uma cabeça extremamente fechada.
Há tanta amargura que, quando os próprios problemas não se resolvem, a expectativa é ser negativo em relação a tudo, como se fosse bom que os outros também se dessem mal. Há corrupção! Mentiras, manipulação, individualismo excessivo. Por que é necessário pisar nos outros para adquirir o que se quer?
Não sei para onde foi aquele garoto que tinha sonhos enormes e plena convicção de realiza-los, tanto que tentava pôr todos pra cima também. Talvez tenha se perdido quando descobriu que a vida depois da escola não é nenhum conto de fadas.
E aquele cara que cumprimentava todos na rua com um sorriso no rosto, mesmo quem se recusava a retribuir? Agora simplesmente acho que a maioria das pessoas não tem mais jeito mesmo! Pessoas tratam como lixo quem é diferente, como se essa “diferença” fosse um mal irremediável, contagioso, algo que se quis ter, algo vergonhoso. E o que dizer dos que são tão fracos e inseguros que precisam praticar bullying e deixar os outros pra baixo, para se sentirem bem?
Nojo! Eu queria realmente acreditar que ignoro a existência desse tipo de ser. Mas não consigo. Se você sente nojo de algo, logo você não o ignora.
Muitos não precisavam ler isso. Nem mereciam. Ainda existem pessoas em cuja pureza eu acredito. São os que chamo de amigos… São os que, nessa noite, tentam me deixar “para cima”, pois não gostam de me ver assim.
Sociologia… Lembrei da primeira aula dessa matéria na universidade. Confesso que sentia um certo medo do que aconteceria nessas aulas, pois minha fé nos movimentos sociais já estava comprometida a essa altura, pra não dizer escassa. Depois de algum comentário do professor (uma mente brilhante, mas com a qual não consigo mais compactuar), acabei falando demais… Deixei que pensamentos como os dessa postagem fossem revelados à turma de mais de sessenta pessoas; me odeio por deixar meu desânimo passar para pessoas que ainda acreditam em alguma mudança. Essa postagem é um exemplo disso, por sinal.
Mas me sinto bem por ter a capacidade de ser tão profundo em algo que pode ser lido (ouvido) por um número realmente grande de pessoas. Não tenho medo de assumir meus próprios sentimentos, pois isso seria covardia. Mais um motivo para minha descrença na humanidade: quem faz esse tipo de coisa é duramente criticado, como se hoje em dia a sociedade estivesse tão moderna que os sentimentos não fazem mais qualquer sentido.
Hipocrisia. É estranho eu ter chegado a tal ponto do texto e ainda não ter falado sobre isso… Uma das coisas que mais me repugnam. Como pode alguém não conseguir enxergar os próprios defeitos? Ergue-se a voz para mostrar aos outros que estão errados, sem notar que se está cometendo os mesmos erros, em proporções até piores, muitas vezes.
Esse assunto não está nem perto de terminar, e provavelmente minha descrença também não. Aproveitei meu momento de depressão pra escrever tudo isso, pois só assim consigo acessar meus reais pensamentos, sem influências, sem alterações de humor, sem dúvidas. O que me deixa perplexo é que só consigo ser eu mesmo nesses momentos. Ou vice-versa: quando sou realmente eu mesmo, me deprimo.
Provavelmente, logo vou achar algo engraçado na internet e tudo isso vai se perder. A descrença não, mas a capacidade de mostrar o que realmente sinto. Isso explica por que tenho que beber, por que tenho que abandonar o que estou fazendo por não conseguir me concentrar, por que passo noites acordado, por que preciso tanto estar perto de outras pessoas a fim de não me abater. Receio que isso não seja realmente eu. Sou uma pessoa animada, mas a animação conseguida artificialmente não é real e só significa que não estou bem.
Não sei se vai demorar para eu voltar a ser quem era, não sei ao mesmo se isso acontecerá. Mas, pelo menos, esse texto já é um começo.
Emo, viadinho, chorão. Quem quiser, pode bulinar. Eu ignoro. Me vejo muito mais corajoso.
E chega de depressão, lá vou eu rir. Que droga.







: 18/02/2012 00:09
: Abafado.
: Sono.
: Avril Lavigne
: Nada
: Água
: Calção de futebol!
: Chinelos!
: Nada
: No que farei amanhã
: Ausente
