Condenados à generalização?
Com a evolução da comunicação e a concorrência que obriga todos a terem uma vasta rede de contatos, é normal que estejamos sempre lidando com muitas pessoas ao mesmo tempo. Essa convivência é saudável, pois favorece a troca de conhecimentos e experiências, além de possibilitar modificações no modo de pensar de cada um, desde que haja abertura para isso. E desde que um fator importantíssimo seja levado em consideração: a individualidade.
Sendo obrigados a lidar com um grande número de pessoas, acabamos deixando nossa cabeça organiza-las em grupos a partir de características, na maioria das vezes, absolutamente superficiais. São os estereótipos: você identifica algo numa pessoa e, a partir de um conceito já fixo em sua mente, relaciona essa pessoa a todo um grupo, julgando saber tudo sobre ela apenas partindo dessa relação. Julgando conhecer seu modo de pensar.
É uma das coisas que mais odeio, sinceramente. Isso porque normalmente esse julgamento, esse conceito pré estabelecido (podemos chama-lo de “preconceito”?) vem acompanhado de uma certa… hostilidade. O caso mais comum de generalização é quando você não gosta de determinada característica que viu em uma pessoa – e se vê no direito de pensar que todas as pessoas do “grupo” possuem essa característica à qual você não tem muita afeição.
Alguns dos casos mais comuns: julgar que todos os homossexuais são afeminados, que os nordestinos são desprovidos de informação, que todos os gaúchos são rústicos, que todos os indígenas são selvagens – vamos parar por aqui mesmo antes que me acusem de estar fazendo apologia a essas situações. São somente alguns dos casos que mais me deixam inconformado.
Seria isso uma acomodação criada por nossa própria cabeça? Um bloqueio, uma limitação? É mais fácil julgar conhecer uma pessoa a partir dos estereótipos do que procurar conhecer a essência, a individualidade dessa pessoa?
Independentemente da origem da generalização, ela não faz bem a ninguém. Que tal procurarmos pensar antes de falar, conhecer antes de julgar? Normalmente, a generalização está ligada à ignorância. Observação final: eu realmente pensei que ia pegar mais pesado quando escrevesse esse post. Estou amolecendo, haha. Que todos consigamos ser mais compreensivos, então.
Mas à ignorância, não há compreensão. Chega!
Imagem: #








